Perspectiva de preços da soja e milho na Bolsa de Chicago

Perspectiva de preços da soja e milho na Bolsa de Chicago

O contrato dezembro/21 do milho encerrou a última semana com ganhos de 10 cents, a US$ 5,27 por bushel, o que ajudou a confirmar uma sazonalidade de baixa pré divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) de setembro. Um fechamento acima da média móvel de 50 períodos, atualmente em US$ 5,44 por bushel, tornará o contrato de dezembro com maior tendência de alta.

Para as próximas 2 a 3 semanas o mercado deve manter seu foco no rendimento da colheita de milho nas planícies e no Meio-Oeste, assim como no relatório de estoques trimestrais do USDA, que será divulgado no próximo dia 30. Os dados preliminares de colheita sugerem que o calor acelerou a maturidade da safra, e a alta pressão de doenças têm afetado o peso e tamanho dos grãos, com produtividades recordes difíceis de serem alcançadas no leste do cinturão de milho. Dados de baixa produtividade tem sido reportados nas áreas das planícies do norte e no noroeste do Meio-Oeste. Diante do cenário enfrentando pela safra norte-americana a estimativa atual de produtividade da AgResource está próxima de 181 sacas/hectare, no entanto, rendimento abaixo de 178 sacas/hectare não deve ser descartado.

Para a safra velha volumes recordes foram negociados, assim como, um maior consumo foi relatado. Já para a safra nova, a demanda antecipada segue modesta, enquanto no cenário mundial o milho disponível europeu segue negociado a US$ 6,50 por bushel, enquanto o brasileiro segue em patamar ainda mais elevado, a US$ 7,60 por bushel. Diante disso, uma elevação nas exportações norte-americanas é eminente diante da quebra nas exportações brasileiras que devem disponibilizar 3 a 4 milhões de toneladas a menos que a projeção do USDA. As safras dos EUA e da Ucrânia se tornaram cada vez mais fundamentais para a demanda mundial, e um cenário mais otimista para o milho deve se consolidar, uma vez que o mercado climático começa a perder relevância, o que deve sustentar novas altas no milho.

 

Soja

Para a soja, a mudança na semana foi mínima, encerrando o último pregão firme a US$ 12,84 para o contrato novembro/21, com notícias mistas movimentando o mercado. De um lado, a Agência Nacional dos Processadores de Oleaginosas (NOPA) reportou dados positivos para os esmagamentos em agosto, e acima do esperado pelo mercado. Do outro lado, dados de exportação foram mistos, desde cancelamentos para embarques próximos, até novas compras chinesas de soja norte-americana da safra 21/22. No entanto, os anúncios de novas vendas ainda superaram os cancelamentos, com volume líquido de vendas próximo a 136 mil toneladas.

Os cancelamentos, por sua vez, ocorreram por conta dos problemas enfrentados nos embarques do Golfo dos EUA para embarques próximos, o que resultou na transferência dessa compra para originação no Brasil, com cerca de 10 carregamentos encomendados. Os compradores aceitaram pagar prêmios acima de US$ 4,00 por bushel acima do vencimento Chicago, para garantir a entrega em outubro e atender a grande demanda de curto prazo.

A colheita da soja nas Dakotas já foi iniciadas, com rendimentos abaixo do esperado, enquanto o mercado aguarda os dados do leste do Meio-Oeste a espera de rendimentos maiores, e validar se as elevadas produtividades estimadas pelas entidades norte-americanas serão confirmadas. A AgResource ressalta que o calor e seca no final da safra diminuiu o potencial produtivo da soja, ou seja, rendimentos abaixo das expectativas podem se confirmar. A AgResource vê oscilações da soja ocorrendo entre US$ 12,50 e US$ 14,50 por bushel, e caso a confirmação do La Niña na América do Sul ocorra e as dificuldades climáticas trazidas pelo fenômeno afetem o plantio da safra, o limite superior pode ser elevado acima de US$ 15,00 por bushel para o primeiro trimestre de 2022.

 

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