Preço do bezerro em alta favorece retenção de fêmeas

Preço do bezerro em alta favorece retenção de fêmeas

Em janeiro de 2020 já se falava que o fundamento era de uma baixa oferta de animais para o abate e uma continuidade da demanda internacional aquecida, o que jogaria os preços para cima. De fato foi o que aconteceu. O ano de 2020 ficou sendo um período com menores taxas de abate dos últimos anos.

Os preços continuam corroborando com esta diminuição na taxa de abate, e, para o mês de março, a arroba do bezerro encontra-se acima de R$ 460 e sobe expressivamente sobre uma tendência ante aos anos anteriores.

Analisando em termos percentuais o quanto a arroba bovina representa da arroba do bezerro, no ano de 2021 estamos vendo a diferença tocar seu menor valor, ou seja, mostrando que o preço da arroba está cada vez menor frente ao preço do bezerro comparativamente.

Contra Fatos não há argumentos
Esse fato estimula a bovinocultura na sua fase de cria, trazendo uma melhor perspectiva para este produtor, que sempre repassou para as fases anteriores com uma das menores margens de lucro.

Nesse sentido, 2021 é um ano onde abates de uma forma geral estão estreitos, em especial de fêmeas, em função de um comportamento do ciclo anual e plurianual.

O país deve saltar de um efetivo rebanho bovino de 214,7 milhões de cabeças em 2019 (dados do IBGE) para mais de 230 milhões de cabeças em 2020 devido ao aumento da retenção de fêmeas em função de toda essa melhoria de preços na cadeia produtiva, em especial na fase de cria.

O preço tende a continuar apreciado, tanto para a arroba, em função dos elevados custos e em especial do bezerro, por sua ausência natural. Soma-se a esta conta o preço elevado dos insumos, que trazem um ano desafiador para as fases seguintes do ciclo produtivo bovino.

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